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segunda-feira, 6 de abril de 2009

A maior banda do século XXI.



Para alguns, Jack White pode ser considerado uma espécie de Rei Midas da música. Assim como o mito grego, transforma tudo que toca em ouro. A diferença é que, no caso de Midas, o dom se devia à uma maldição dos deuses; já para White, não passa de pura competência aliada a uma grande dose de talento.

No entanto, não foi com aspirações homéricas que se juntou a mais três amigos para formar o The Raconteurs. Segundo as palavras do próprio: "a new band made up of old friends." (Uma banda nova formada por velhos amigos). Após compôr a bela "Steady As She Goes", Jack e seu amigo, o guitarrista Brendan Benson, se empolgaram e decidiram chamar dois grandes músicos: Patrick Keeler chegou com as baquetas e Jack Lawrence com o baixo.

Começava, então, a epopéia desta que merece, certamente, a alcunha colocada no título deste post. O primeiro álbum (Broken Boy Soldiers) veio em 2006, para o deleite dos amantes da música bem feita. Aliás, o Raconteurs consegue aliar duas qualidades essenciais de maneira inigualável: suas belas composições são acompanhadas por melodias extremamente agradáveis de se escutar.

Em 2008, foi lançado Consolers of the Lonely, uma obra prima da música moderna. Suas 13 faixas passeiam de forma categórica por toda a extensão permitida pelo rock'n'roll. Blues e folk estão próximos à perfeição na junção das guitarras harmoniosas de Jack e Brendan, que aliadas ao baixo pulsante de Lawrence e às batidas complexas de Keeler ainda se juntam aos metais, ao piano e ao violino, convergindo aos ouvidos. Todas as músicas do álbum são apreciáveis, mas duas se destacam por sua beleza: "Carolina Drama" e "Many Shades of Black.

Não é preciso dizer que, no atual momento da música mundial, uma banda ter qualidade não é garantia de sucesso. Sendo assim, é provável que o Raconteurs nunca chegue ao status de popularidade que outras bandas inferiores chegaram; no entanto, o quarteto do Tennessee deve atingir um nível de idolatria, principalmente na classe musical, tão alto quanto o de lendas como Velvet Underground, Teenage Fanclub, The Stooges, entre outros. Bandas que não fizeram tanto sucesso comercial, mas que seguem influenciando gente até hoje.

Downloads:

Broken Boy Soldiers
Consolers Of The Lonely

Lembrando que todos os links e arquivos que se encontram neste site/blog, já estavam hospedados na própria Internet, somente indicamos onde se encontra, não hospedamos nenhum arquivo que tenha sua distribuição ilegal.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Jack White em mais um belo projeto


Depois do popularíssimo White Stripes e dos talentosos Raconteurs, Jack White, não se manteve contente em ser líder de duas das melhores bandas dos anos 2000. A banda da vez se chama The Dead Weather.

Jack decidiu inovar mais uma vez. Desta vez ele inovou até no instrumento, agora ele é baterista, instrumento que ele iniciou a carreira musical quando adolescente, após isso, ensinou sua antiga mulher, Meg White. Logo, podemos concluir que Jack só não é bom como professor, porque no resto, é um gênio.

A nova banda tem tudo pra estourar, como os outros dois projetos de White.
Na formação encontram-se membros já conhecidos no mundo da música: Alisson Mosshart (vocalista do The Kills), Jack Lawrence (baixista do Raconteurs) e Dean Fertita (guitarrista do Queens Of The Stone Age).

O quarteto fez apenas uma apresentação até agora, em Nashville, para um público de 150 privilegiados. Segundo algumas testemunhas, a banda tem uma "forte pegada de blues de garagem".

O primeiro álbum da banda vai se chamar Horehound, nele estarão incluídas 11 músicas, dentre elas "New Pony", um cover de Bob Dylan. As outras dez são composições próprias. A banda já lançou o seu primeiro single "Hang You From The Heavens", que já tem até clipe no youtube.

Jack White voltando as origens: tocando bateria e blues, não tem como não ser bom!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Os 10 melhores álbuns de 2008

Como é meu primeiro post no blog, me sinto na responsabilidade de fazer algo legal. É de se ressaltar que não é apenas minha primeira postagem nesse blog, como em qualquer um. Sim, eu nunca postei em um blog antes, as considerações sobre isso ficam a cargo de cada um; pode-se dizer que eu "não tive infância" - como falou o Gui. Mas eu prefiro pensar que faltou é paciência, algo que eu tenho pouco, por isso vamos a lista.

Ressaltando por último que a parada ali embaixo provém de uma perspectiva indie simplificada, ou seja, não contém aquelas bandas altamente alternativas que muitas vezes as pessoas tendem a idolatrar (e que muitas vezes são boas), mas pra facilitar meu trabalho, ficamos só com as mais óbvias.



Oracular Spectacular - MGMT



O duo nova-iorquino "chegou de sola" com o seu álbum de estréia. Mais uma das bandas adeptas do electro rock, os caras chegaram com melodias altamente cativantes e letras estranhas, por muitas vezes politicamente incorretas. Ao ouvir as músicas, tu tem a nítida impressão de que foram gravadas sob a influência de alguma droga ou álcool; o que provavelmente é verdade.

Destaque pros hits instantâneos "Time to Pretend", "Kids" e "Electric Feel"; que animam qualquer noite, por pior que esteja. As duas primeiras, inclusive, tem "riffs eletrônicos" - ou seja lá como poderia chamá-los - daqueles que grudam na cabeça e te fazem cantarolar que nem um idiota por dias.



Only By The Night - Kings Of Leon


Mais um ano, mais um cd do KoL e mais uma ve z o s caras mostram que sabem o que tão fazendo. Pel a quarta vez desde 2002 - quando foi lançado seu álbum de estréia - eles mandam ver um álbum com muitas músicas de qualidade, como o primeiro single "Sex on Fire" e a pseudo-balada introspectiva "Use Somebody".

Introspectivo, aliás, como praticamente todas as faixas, dessa vez o quarteto do Tennessee deixa um pouco de lado o southern rock e entra de cabeça no indie, mas sem perder a voz inconfundivel de seu frontman Caleb Followill. Outra a coisa pra se prestar atenção são as baterias do irmão mais velho Nathan, que, mesmo sem viradas estroboscópicas ou solos de tirar o fôlego, são muitas vezes inovadoras e merecem destaque.



Dig Out Your Soul - Oasis



Eles voltaram. E quando o Oasis entra em um estúdio para produzir material novo, é certeza de que coisa boa vem aí. O Dig Out Your Soul talvez seja o álbum mais inovador dos remanescentes do britpop, talvez porque o Liam tenha deixado de lado a idéia de ser a reencarnação do John Lennon.

Esse cd tem uma pegada que pode-se até dizer mais punk do que os trabalhos anteriores. Os singles "Shock of the Lightning" e "Bag It Up" são de deixar o queixo caído, mas todas as faixas mantém uma regularidade digna de uma das maiores bandas de rock do mundo.



Day & Age - The Killers



Normalmente, quando ouvimos que uma banda fez um cd mais "pop", a tendência é que os roqueiros de plantão reclamem e declarem guerra a tal banda que "se vendeu". E, confesso que essa foi a minha primeira reação ao ouvir de canto o cd novo da trupe liderada pelo showman Brandon Flowers; no entanto, ao dar a Day & Age a devida atenção, percebi que, realmente, ele está mais pop que os anteriores - inclusive, as guitarras ficam muitas vezes relegadas a um segundo plano - só que o cd é bom demais.

Acho importante dar um aviso aos navegantes: tomem cuidado ao ouvir "Human" ou "Spaceman", elas são altamente viciantes. Uma vez escutadas, não dá pra parar.



Perfect Simmetry - Keane



Diretamente da rehab pras paradas, o terceiro álbum da banda inglesa parece descontar toda a frustração adquirida pelo vocalista Tom Chaplin no tempo que passou internado se recuperando de seu vício em drogas. Novamente uma demonstração de seu piano rock de primeira qualidade, o Keane continua deixando as guitarras de lado para, dessa vez, apostar em um álbum mais eletrônico, em que os sintetizadores estão quase sempre presentes.

Deixando um pouco de lado as baladas melódicas que fizeram muito sucesso como "Everybody is Changing", o trio aposta em faixas mais dançantes como o carro chefe "Spiralling" e a ótima "Lovers Are Losing". Vale a pena.



Off With Their Heads - Kaiser Chiefs



Alguém mais, ao ouvir os dois primeiros álbums do KC, já teve a sensação de que faltava alguma coisa? Pois é, apesar de já ter me divertido muito com "Ruby" e "I Predict a Riot", aquela sensação de que faltava algo persistia; talvez fosse algum problema na produção, faltasse um pouco de capricho - sei lá. O que eu sei é que o que quer que fosse, não falta no último trabalho do quinteto inglês. Sem dúvida, eles amadureceram de vez musicalmente.

Faixas como "Addicted to Drugs", "Spanish Metal" e "Never Miss a Beat" fazem desse o melhor álbum dos três já lançados pelo Kaiser Chiefs. Merece muito a admissão nessa lista.



Here We Stand - The Fratellis



Esse não poderia ficar de fora, né. Como fã número 1 de Fratellis no mundo inteiro, faço questão de colocar o Here We Stand aqui.

O fato é que muita gente não deu ao álbum o merecido crédito por causa da primeira impressão deixada pelo Costello Music (que é a maior obra prima da história musical depois de London Calling), mas Here We Stand é bom demais, o problema é que como o próprio líder da banda disse: eles nunca mais vão conseguir fazer algo com o Costello.

Mas os fãs, como eu, se contentam com lançamentos desse calão, com obras como "Heady Tale", "Mistress Mabel", "Shameless" e etc.



We Started Nothing - The Ting Tings



Bom pra dançar, bom pra ouvir em casa e com uma vocalista bonita. Precisa de mais alguma coisa pra uma banda fazer sucesso? Acho que não. E é isso que o Ting Tings veio provar com seu álbum de estréia.

A dupla britânica faz um electro rock bem limpo, com destaque pras baterias e backing vocals do outro cara que eu nem sei o nome, porque - no final das contas, quem interessa é a mina que canta. E canta muito, e ainda toca guitarra. Acho que tô apaixonado...



Consolers Of The Lonely - The Raconteurs



Sabe qual a semelhança entre o Who, o Led Zeppelin e o Raconteurs? Guardadas as devidas propoções - obviamente - as três são bandas em que os quatro integrantes sabem (ou sabiam) muito bem o que fazer com seus instrumentos. Jack White, Jack Lawrence, Brandon Benson e Patrick Keeler são quatro grandes músicos e que sabem fazer grandes canções.

Esse segundo trabalho da banda do
líder do White Stripes está repleto de músicas... bonitas. É, bonitas mesmo, acho que é a melhor palavra pra descrever faixas como "Many Shades of Black", "Top Yourself" e "Carolina Drama".



Vampire Weekend - Vampire Weekend



O Vampire Weekend é um quarteto nova-iorquino que chega pra inovar com seu álbum de estréia. Com uma mistura inédita de indie rock/pop com dub, afrobeat e afins, eles são mais uma das bandas estreantes que chegam pra se afirmar no cenário do rock internacional.

Com um cd repleto de percussão e teclados, faixas como "Mansard Roof", "A-Punk", "Cape Cod Kwassa Kwassa" e "Oxford Comma" merecem destaque. Ouçam!


Menções honrosas: Accelerate (REM), Partie Traumatic
(The Black Kids), Intimacy (Bloc Party), Donkey(CSS), Konk (The Kooks), Loyalty to Loyalty (Cold War Kids)